astrologia vedica
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PLANETAS E PEDRAS

planetas e pedras

Por toda a atmosfera, há diversas energias, raios, cores e frequências espalhados e dispersos, emanados principalmente pelo Sol, pela Lua, pelos planetas e por milhares de constelações. As gemas preciosas têm o poder de capturar e direcionar essas forças. Ao descobrir, por meio do mapa astrológico, quais planetas atuam em sua vida e de que modo o fazem, é possível indicar a pedra ideal para potencializar suas qualidades ou minimizar possíveis efeitos maléficos de algumas configurações. Outra maneira simples de prescrever o uso de pedras preciosas é indicá-las de acordo com o ascendente.

Cada graha possui uma pedra principal a ele relacionada, que pode ser substituída por uma ou duas outras espécies de pedras um pouco mais baratas ou mais disponíveis no mercado. A pedra correspondente ao Sol na astrologia védica, por exemplo, é o rubi, mas ele pode ser substituído pela granada vermelha. A substituta da pedra de Mercúrio, a esmeralda, é a turmalina verde ou jade. A da pedra de Vênus, o diamante, é a safira branca. E assim para cada planeta. Evidentemente, uma pedra substituta terá apenas uma pequena fração do poder de captar e transmutar a energia, enviando-a aos chacras, mas é melhor usar uma pedra substituta de boa qualidade do que uma pedra principal de baixa qualidade. Quanto mais puras e brilhantes forem as gemas, maiores e melhores serão os efeitos de seu uso. Nunca use pedras mal lapidadas, sem brilho, rachadas, com manchas ou defeitos. Quanto mais perfeita for a pedra, melhores os resultados. Conheci algumas pessoas que adquiriram pedras falsas ou sintéticas, confeccionaram anéis e depois reclamaram que a gemologia não funcionava! A sugestão é adquirir pedras que venham acompanhadas de certificados de origem.

Uma vez compradas, as pedras devem ser incrustadas em anéis ou pendentes em datas propícias, para se capturarem as energias benéficas do momento. Além disso, antes de receitar qualquer "medicamento", inclusive as pedras, é preciso analisar que efeitos colaterais eles podem produzir. Uma mesma gema, por exemplo, pode aprimorar a capacidade intelectual de alguém, mas vir a trazer prejuízos financeiros, atritos com as pessoas ou até desorientação do consulente em relação à sua missão de vida (dharma). Assim, é preciso analisar cuidadosamente todos os aspectos do mapa astral antes de receitar qualquer procedimento.

As gemas preciosas também podem ser utilizadas com finalidade terapêutica em aplicações diretas sobre os chacras, durante sessões de algumas horas. O efeito é sempre relaxante e revigorante. Basta identificar os sintomas a serem tratados e aplicar as pedras nos centros de energia a eles equivalentes. Cada tipo de pedra atua sobre sintomas físicos e psicológicos específicos, relacionados ao seu planeta regente e ao seu campo de ação. A pérola, por exemplo, auxilia nos problemas estomacais e nos casos de melancolia, depressão e falta de equilíbrio mental; a safira amarela, nos males do fígado e pâncreas, artrite e secreções nas vias aéreas, como também em questões de negócios e perdas financeiras. E assim por diante: a lista é grande!

Em todo procedimento védico, o uso das pedras deve ser precedido de um ritual de purificação, que envolve a recitação dos mantras de invocação de seus planetas regentes. Além disso, elas devem estar em contato com partes específicas do corpo. De forma geral, a mão direita é solar e relaciona-se aos planetas que estão fortes no mapa de uma pessoa; a mão esquerda é lunar e deve ser usada caso a pessoa precise equilibrar alguma energia. Normalmente, não se usa o dedo polegar na aplicação das pedras.

Outras informações importantes: não se deve, em hipótese alguma, usar juntas pedras incompatíveis, como diamante e rubi, rubi e safira azul, rubi com hessonita, pérola com diamante, pérola com olho de gato, esmeralda com coral vermelho, esmeralda com pérola, diamante com safira amarela, entre outras combinações muito perigosas. E cuidado: pedras como o rubi, a safira azul e o olho de gato são muito potentes e devem ser usadas terapeuticamente somente sob aconselhamento de um astrólogo perito.

Os planetas têm ouvidos

planetas tem ouvidos

O colossal mecanismo universal tem regras de funcionamento, e a astrologia védica é a ciência que decifra os símbolos e sinais que o Universo emite a cada instante. Analisando as diferentes constelações que estão no céu e a posição que os planetas ocupam, é possível prescrever quais medidas serão mais eficientes para cada indivíduo em suas condições específicas. Para a maioria dos ocidentais, as metodologias védicas são complexas e podem parecer ortodoxas, mas há milhares de anos elas vêm mostrando sua eficácia.

Para cada graha ou planeta que, como vimos no capítulo 3, orbita dentro das constelações zodiacais, há um mantra. Os Vedas preveem que podemos nos unir e harmonizar com a energia dos planetas por meio da entoação desses cânticos sagrados. Yoga, em sânscrito, quer dizer união. Por isso, esse procedimento é chamado de graha-mantra-yoga.

Entre os cânticos sagrados dedicados aos planetas, há os beeja mantras (pronuncia-se "bija"), os gayatris e os stotram mantras, todos em número de nove, um para cada graha. Cada um desses tipos de mantra tem características e funções diferentes. Os graha beeja mantras, por exemplo, chamados de som raiz ou semente, são aqueles que fazem germinar a energia latente da divindade ou planeta que evocam. Servem para unir mente e prana (energia vital), direcionar a atenção para a meta e auxiliar no despertar dos pontos energéticos do corpo (chacras). Devem ser cantados em silêncio, juntamente com a respiração, no início do graha-mantra-yoga, por um determinado tempo ou número de vezes. Se levarmos em consideração que Deus está no coração de todos, então o objetivo do beeja é fertilizar mente e corpo e direcionar nossos esforços. Já os nava graha gayatris correspondem ao som que rompe todas as esferas de existência e conecta o indivíduo com as energias do planeta. Geralmente, são recitados por três vezes, antes de se iniciarem os graha stotram mantras.

Os graha stotram são os mantras mais importantes para minimização de efeitos maléficos dos planetas em determinadas configurações astrológicas. São recitados, ou para satisfazer grahas em debilidade na carta astral, ou para potencializar os que estão exaltados. Também são usados stotram relacionados à fase da vida que as pessoas atravessam (crises financeiras, mudanças nos relacionamentos, nascimento de filhos etc.). Stotram significa invocação, ou hino, e esse tipo de mantra, em geral, não é composto apenas de algumas sílabas mas de frases ou versos mais extensos. Não é segredo que repetir algo inúmeras vezes acaba por tornar aquilo realidade. Afinal, o som é a energia que deu início ao Universo.

Os graha stotram prescritos para cada caso devem ser realizados num prazo máximo de quarenta dias, e há uma metodologia para sua recitação. Para eles, o número mínimo de entoações é de 108 a cada vez, ou uma volta de japa mala. Com menos do que isso, seu efeito é praticamente inócuo. Além disso, antes de começar esse graha-mantra-yoga, deve-se receber o mantra de uma pessoa qualificada, praticar a caridade ao sacerdote e iniciar-se a japa no dia e período apropriados, de acordo com o planeta a quem a prática será endereçada. Nesse processo, os mantras podem ser cantados de 4.000 a 23.000 vezes!

Uma jóia de planeta

joia de planeta

O poderoso demônio Vala havia vencido Indra, o rei dos deuses, e se tornado um regente tirânico que oprimia toda a hoste dos deuses. Estes, então, por meio de um ritual, enganaram Vala e o mataram, esquartejando seus vários membros. À medida que o corpo de Vala estava sendo desmembrado, cada uma e suas partes ia se transformando em criativas sementes de pedras preciosas.

Nesse momento, um rumor fortíssimo foi ouvido no Universo, e todos os seres celestiais ficaram ansiosos para possuir uma parte dessas sementes. Tentaram escondê-las, mas armaram tamanha confusão que as ondas de choque de suas carruagens celestiais jogaram as sementes sobre o planeta Terra: algumas em rios, outras em montanhas, outras em florestas, e outras, ainda, no mais profundo dos oceanos. O sangue de Vala foi levado pelo Sol e se transformou em sementes de rubi. Os dentes de Vala caíram nos mares, assumiram o lustre da Lua e entraram nas ostras. A pele de Vala foi transformada nas safiras amarelas, que caíram sobre as montanhas próximas ao Himalaia. As unhas de Vala foram transformadas em hessonitas, e os ventos as levaram para o Sri Lanka e a Birmânia. A bile de Vala foi tomada por Vasuki, a grande serpente-rei, quando Garuda, o deus-pássaro, bloqueou sua trajetória com as asas e Vasuki, assustado, deixou as sementes escaparem. Fragmentos dos ossos de Vala se dispersaram por várias partes, e cristais de diamante germinaram, em múltiplas cores. O grito de Vala foi transformado em olho de gato, mergulhou no oceano e impregnou as nuvens. Os olhos de Vala se tornaram sementes de safira azul, espalhando-se pelo Sri Lanka. Os intestinos de Vala foram tomados por Vasuki e, levados às profundezas marinhas, tornaram-se corais vermelhos. A gordura de Vala tornou-se quartzo. Dos braços e outras partes germinaram pedras semipreciosas.

Gemologia

gemologia

As pedras preciosas exercem um poderoso fascínio sobre as pessoas e, desde o início da história humana, têm sido usadas como adorno por nobres e reis. Mas, além dos efeitos estéticos, os antigos sábios também estudaram os efeitos dessas pedras, suas relações com o corpo humano, as emanações que suas cores luminosas exercem, como podem ser absorvidas e que impactos promovem sobre a vida de seus possuidores. Aconselhados por seus ministros e sacerdotes, os monarcas das cortes antigas mantinham em seus tesouros as gemas mais perfeitas, para evitar crises e perdas e incrementar a longevidade. Em todos os povos há histórias sobre guerras travadas pela posse de joias fabulosas.

Por isso, a gemologia, ou ratna vidya, nos textos védicos, ciência cuja finalidade é identificar a natureza das gemas e classificá-las, pode ser muito eficaz. Segundo esses estudos, as pedras guardam relações com os principais centros de energia do corpo (chacras), que também possuem vínculos, em diferentes graus, com as sete cores primárias. O corpo humano é uma combinação de minerais e elementos químicos. Quando alguém está debilitado em relação a uma cor ou com um excesso de determinada cor, esse desequilíbrio gera enfermidades e outros inúmeros problemas em vários aspectos da vida. Nesses casos, a eficácia da gemologia reside no fato de cada pedra preciosa ser uma fonte permanente de diferentes raios coloridos. Quando usadas corretamente, as pedras aumentam o poder, a riqueza e a prosperidade, incrementam a saúde e afastam doenças e perigos.

Os Vedas contêm acuradas informações sobre as qualidades metafísicas das gemas preciosas e explicam como utilizar seus poderes místicos sutis. O mapa astral védico é capaz de fornecer informações sobre quais pedras são favoráveis ou desfavoráveis a cada caso e como elas podem ajudar a remover obstáculos em todas as áreas da vida, seja multiplicando um poder já existente ou aplacando os efeitos maléficos de um planeta desfavorável numa determinada configuração astrológica.

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