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ESPANTE OS MALES

espante os males

Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, diz, no Bhagavad-Gita: "Entre as vibrações, eu sou o Om transcendental. Dos sacrifícios, eu sou a japa".

O mantra ocupa o lugar mais importante na disciplina espiritual védica, e a japa é a repetição dos nomes dos deuses. Quando o guru iniciador tem poderes espirituais, estes são transmitidos ao discípulo através de um mantra. Se a pessoa repete o mantra continuamente, invoca-se o poder que ele nomeia e alcança-se o autoconhecimento e a autorrealização. E isso só é possível por meio dos mantras: nem o estudo dos Vedas, nem a prática da meditação ou de austeridades têm esse poder.

No início, o exercício consiste em se concentrar e meditar na entoação do mantra. Com a prática contínua, outros estágios podem ser alcançados. Uma atitude de humildade, desprendimento e entrega ao deus deverá acompanhar o cantar da japa - ou você estará apenas entoando uma canção. O processo deve ser repetido até que se torne natural. Mesmo quando estamos trabalhando, devemos exercitá-lo.

Segundo as escrituras védicas, a forma mais eficaz de cantar mantras é utilizando um rosário de 108 contas chamado japa mala. Ela serve para que possamos contar o número de repetições das palavras sagradas. Além disso, como a mente tende a se dispersar durante o processo, a japa mala lhe possibilita uma concentração unidirecional e ajuda a conduzi-la de volta à prática e ao objeto de meditação. Seu uso exige uma atitude de reverência: é preciso, antes de empunhá-la, lavar a boca e o corpo e nunca fazê-lo com a mão esquerda. Ela também não deve ser mantida em lugares sujos, nem tocados pelos pés.

Toda japa mala tem 108 contas e mais uma, chamada de Monte Meru, ou Morada dos Deuses, que serve como um guia para marcar o início e o fim da prática. Em nenhuma hipótese devemos passar por cima do Monte Meru, mas, sim, voltar para o início do rosário ao encontrá-lo, de forma retroativa. Dessa forma, cantamos os mantras em torno do Monte Meru. Ele representa o mestre - e não se deve passar por cima do mestre em nenhuma circunstância.

O ritual de recitação de um mantra deve seguir certas metodologias e ser preenchido por algumas atitudes. Precisamos, por exemplo, procurar locais tranquilos e limpos, eleger horários auspiciosos e entoar os cânticos suavemente, como uma música prazerosa. Devemos também nos desligar das atividades materiais e nos concentrar totalmente na recitação, começando pela prática de um pranayama, que permitirá a união de mente e prana e o controle dos pensamentos. Gentileza, paciência, tolerância, pureza de palavras, atos e ideias, sinceridade na ação e fé na repetição dos mantras, de forma sistemática e sob nenhuma pressão, trarão muito mais eficácia ao exercício.

O desenvolvimento do poder do mantra se consegue por meio da prática diária. Pouco a pouco, ele se torna uma ferramenta viva de transformação da mente. Essa disciplina espiritual capacita o praticante a encontrar a solução de seus problemas, alcançar a paz mental e reduzir seu estresse. Mas nunca se deve fazer uma promessa que não se possa cumprir: só pode aceitar a iniciação num mantra aquele que se compromete a manter seu voto.

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