astrologia vedica
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ASTROLOGIA NO MUNDO

astrologia no mundo

A origem da astrologia dos 12 signos do zodíaco, a mais difundida no Ocidente, está intimamente relacionada com a astrologia védica. Desde os primeiros tempos, o homem troca informações. Mudou, claro, a velocidade. Se antes era preciso atravessar grandes distâncias, aguardar mercadores e navios, às vezes vidas, hoje a internet faz isso quase em tempo real. Mas houve uma época em que a conexão entre culturas diferentes se dava por meio da ação de conquistadores e viajantes, como Marco Polo e Alexandre, o Grande. Ambos tinham, entre seus companheiros e seguidores, astrólogos indianos que previam as melhores datas para a partida de expedições e as batalhas, dizendo quando avançar, quando recuar. Nos dois casos, não dar ouvidos a seus conselhos significou entregar-se fatalmente à tragédia.

Registros de conhecimentos astrológicos têm sido encontrados na História de todos os países e entre as relíquias de todas as civilizações do passado e do presente.

Vidências de estudos astronômicos e astrológicos foram encontradas no Egito, China, Grécia e Índia, mas alguns estudiosos afirmam que foram os babilônios que inventaram o zodíaco com 360º, milhares de anos antes de Cristo. No Império Babilônico (região hoje em dia ocupada pelo Iraque), existem menções de que a astrologia já era praticada no período de 2.500 a.C.

Outros especialistas, por sua vez, acreditam que a Índia tenha recebido o conhecimento astrológico dos gregos. O conhecimento originário da Mesopotâmia, de 3.000 a.C., alcançou seu desenvolvimento no mundo ocidental muitos anos depois, e os islâmicos, posteriormente, vieram a absorver parte da herança cultural grega. Berosus, importante sacerdote, astrônomo e astrólogo que viveu na Caldeia e na Grécia por volta de 300 a.C., foi contemporâneo de Alexandre, o Grande e deixou muitos manuscritos que falam sobre a criação do mundo. Parte considerável da sabedoria dos gregos e romanos nos campos da medicina e da astrologia veio diretamente dessa fonte.

Alguns documentos históricos, porém, parecem conferir à Índia a primazia no conhecimento astrológico. A literatura sobre astrologia védica existente na Índia é numerosa, e muitos manuscritos de uma idade incrível ainda existem. Recentemente, foram encontrados escritos sobre astrologia védica datados de mais de 6.500 anos a.C.! Pelo que sabemos atualmente, Parashara Muni teria transmitido o Hora Shastra à humanidade há 5.000 anos, durante uma assembleia de sábios. O Hora Shastra é considerado o livro fundador da astrologia védica. Já o Gargasamhita, um famoso tratado de astrologia védica, data do século I d.C. Hoje em dia, sabe-se também que Alexandre, o Grande, invadiu a Índia no século IV a.C. e levou muitos dos conhecimentos da astrologia védica para a Grécia.

No Ocidente, grande parte do conhecimento astrológico atualmente praticado é baseada nos escritos de Cláudio Ptolomeu, que viveu por volta de 70 d.C. e estudou na famosa Biblioteca de Alexandria. Exemplos de seus trabalhos importantes são o Tetrabiblos e o Almagesto.

No período medieval, entre 700 e 1.500 d.C, houve uma fase de grande estagnação no estudo da astrologia védica. Poucos mestres possuíam, então, a potência necessária para receber mais conhecimento ou para aprimorar o já existente. Passaram-se séculos até que os europeus, antes divididos em milhares de pequenos territórios, se organizassem em reinos e enviassem emissários ao longínquo Oriente. Renomados viajantes, como Marco Polo e outros, trouxeram ao Ocidente conhecimentos que proporcionaram grandes avanços. Nesse período, apesar de o cristianismo condenar a astrologia, as principais universidades da Europa mantinham cadeiras dessa disciplina. A redescoberta de antigos estudos pelos humanistas encorajava o interesse por esses assuntos, que persistiu durante a época do Renascimento e das Reformas protestantes.

As subsequentes invasões do território hindu ao longo da Idade Média também deixaram suas marcas na evolução do conhecimento astrológico. Os árabes, ao invadirem a região no século VIII, deixaram importantes marcas culturais que perduram na Índia até hoje. Além disso, durante as invasões mongóis do século XIII, foram destruídos muitos manuscritos originais e trabalhos sobre astrologia védica e ocultismo, por medo de que, utilizando-se de tais meios, os hindus pudessem reverter sua desvantagem na guerra.

A partir do século XVIII, os britânicos também iniciaram a colonização de partes do território hindu, fazendo várias tentativas de inserir a cultura cristã na região como uma de suas estratégias de dominação. A cultura indiana, porém, resistiu, e, no século XX, a adoção do inglês na Índia como língua oficial acabou facilitando a disseminação do conhecimento védico na Europa e nos Estados Unidos, por meio do trabalho dedicado de alguns grandes sábios e de homens que renunciaram a seus bens materiais (sannyasis), como Osho, Yogananda, Srila Prabhupada, Harish Johari e outros.

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